quarta-feira, 21 de setembro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
sábado, 18 de dezembro de 2010
“Porque a tristeza de Deus produz mudança… mas a tristeza do mundo produz morte.” II Co 7:10
As quaresmeiras aí estão. Flores de fevereiro e março, anunciando que nem só de cores brancas e verdes vive a alma humana, mas também de lilases e roxas. Nem só de alegrias, mas também de tristezas. A propósito, não é tarefa das mais fáceis empreender um “dedo de prosa”, mínimo que seja, sobre o tema da tristeza. Houve tempos em que a tristeza era prima irmã da poesia, da musica, da vida. Pode-se dizer, com o testemunho de um bom numero de musicas que ainda hoje cantamos, que a tristeza sempre foi a matéria prima do fazer poético. Quem nunca cantou: “Tristeza, por favor vai embora, minha alma que chora, está vendo o seu fim….”. Ou ainda: “Cantando eu mando a tristeza embora…” Mais: “Triste madrugada foi aquela em que perdi meu violão…”
Essas músicas testemunham um tempo em que a experiência da alegria e da beleza só eram possíveis a partir do reconhecimento de uma certa tristeza nas pautas musicais da existência. Os tempos hoje são outros. Num projeto de vida em que as pessoas são tidas como máquinas, qualquer sombra de melancolia, de tristeza, de dor, deve ser abolida. Por uma simples razão: máquina não sente dor! Aos saudosos e melancólicos do presente, resta-lhes apenas o afogar-se nos remédios. É assim que lidamos com nossas tristezas: afogando-nos nos compridos.
O trecho da tradição bíblica que está em epígrafe acima faz referência à tristeza segundo Deus. Dorothee Sölle assim o interpretou: A presença divina nunca é presença observadora: a presença divina é sempre dor ou alegria de Deus. Mas, o que distingue a tristeza divina das tristezas do mundo? pergunta o apóstolo dos gentios. Tristeza do mundo é tristeza que gira em torno de si mesma, patina sem sair do lugar. É tristeza que paralisa no remorso, na lástima, no mórbido ruminar as faltas passadas, na lamuria sem fim. Nada se transforma, nada se metamorfoseia, nada muda. É tristeza que não conhece a esperança, o futuro, por estar afogada no passado. É Tristeza que mata, que corrói, que faz adoecer. Como exemplo, atente-se às tristezas próprias do mundo da aparência: a anorexia, a bulimia, sofrimento de um corpo que morre para parecer belo. Ou a tristeza do consumo: esse mal-estar diabólico que leva do nada a lugar nenhum. A tristeza da guerra, da destruição que faz morrer a palavra e perpetua o ódio.
A tristeza segundo Deus, porém, produz mudança, movimento, superação, transformação, produz vida. É tristeza que não patina nas culpas, mas avança na responsabilidade. Tristeza de parturiente, que traz a esperança e o futuro no ventre. É tristeza que gera a sagrada ira, a santa indignação, o grito, a libertação. Sem a participação na tristeza divina, o domingo da ressurreição não passa de oba-oba. Que as quaresmeiras e os ipês roxos, também próprios do tempo quaresmal, nos convidem a participar da tristeza segundo Deus, aquela que verdadeiramente nos conduz à mudança, ao arrependimento, à transformação.”
(Edson Fernando de Almeida)
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
(Bruno Oliveira)
sábado, 31 de julho de 2010
(Bruno Oliveira)
quarta-feira, 14 de julho de 2010
(Bruno Oliveira)
sábado, 26 de junho de 2010
Atitude frente o sofrimento
sexta-feira, 18 de junho de 2010
A postagem desta semana é especial para minha amiga Carol Durães...
A mais forte lembrança que tenho dos meus primeiros anos de vida é minha querida mamãe costurando. Eu estava no chão, brincando perto dela... Observava seu trabalho de uma posição debaixo da máquina de costura e perguntava o que ela estava fazendo. Mamãe me respondia:
- Costurando, meu filho...
Eu achava esquisito que de onde olhava, tudo parecia muito estranho e confuso. Eu não entendia nada. Com toda aquela curiosidade infantil me perguntava lá de baixo:
"Por que ela usa alguns fios de cores escuras e outros claros? Por que eles me parecem tão desordenados e embaraçados? Por que estavam cheios de pontas e nós? Por que não tinham forma definida? Por que demorava tanto para fazer aquilo?"
Bem mais tarde, quando estava brincando no quintal, mamãe me chamou:
- Filho, venha aqui e sente-se em meu colo; quero lhe mostrar uma coisa.
Fui correndo, pois estava louco pra ver a sua "obra" acabada. Sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia acreditar! Lá de baixo parecia tão confuso e, agora, vendo de cima, via uma paisagem maravilhosa! Como podia ser? Então mamãe me disse:
- Filho, vendo de baixo, tudo parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo...
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:
- Pai, o que estás fazendo?
Ele parece responder:
- Estou bordando a sua vida, filho.
E eu continuo perguntando:
- Mas está tudo tão confuso, Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros... Por que não são mais brilhantes?
O Pai parece me dizer:
- Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim, e Eu farei bem o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e, então, você vai ver o plano da sua vida da minha posição!
Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está bordando...
(Bruno Oliveira)
sexta-feira, 11 de junho de 2010
“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce...”
Fernando Pessoa
O querer de Deus é o grande fator motivacional do universo. Quando Ele deseja algo não há nada, nem ninguém, que possa frustrar seus planos. Este querer divino motiva a fabricação de um combustível humano chamado sonho. Todo este processo desencadeia uma verdade óbvia: A Obra nasce!!! A semente do evangelho, germinando no coração humano, é tão-somente reflexo da vontade de Deus e nos mostra que nosso papel não é o de nos preocupar, de maneira desesperada, com os resultados, mas sim, nos ater a missão que nos foi dada: Semear a palavra...
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Charles A. Beard
Não há porque temer a noite. Não há porque se desesperar frente ao obscuro. Deus também está no meio da noite, no vale assustador, nos lugares onde nunca imaginamos encontrá-lo. E porque Ele faz isso? Por amor a nós. Amor que constrange, que cuida, que vai até o fim (Jo 13:1). E nesses momentos de extrema angústia, em meio a essa escuridão, ele nos apresenta a estrela que nunca veríamos se não fosse o breu a nos envolver. E questionamos como nunca havíamos enxergado essa estrela, tão bela em toda a sua pequenez e amplitude, beleza que nos faz ignorar esse paradoxo e só... admirar... quão magnífica e esplendorosa é...
Assim como José no Egito, aprendemos que Deus sempre faz algo especial no tempo das vacas magras, no seu caso, o reencontro com seus familiares. Quais estrelas que a escuridão da noite está nos mostrando, nos fazendo enxergar? A hora mais escura sempre traz a tona coisas até então imperceptíveis.
Fernando Pessoa
sábado, 31 de outubro de 2009
É difícil olhar e o porto seguro não conseguir alcançar;
É difícil acreditar se forças não há em mim pata lutar;
É impossível vencer se a Deus não tenho deixado agir com Seu poder.
Tento correr, fechar meus olhos e me esconder
Pelos cantos de um mundo redondo;
Imaginar que tudo isso é um conto;
Mas tudo é real.
Não tem como fugir,
Tenho que encarar este fato como o tal.
Como sonhar...
Se no futuro não consigo mais acreditar;
Como cantar...
Se as palavras não conseguem mais expressar
O meu pensar.
Não desista de mim, oh Pai...
Não desista de mim...
Não quero chegar ao final desta vida
E dizer como nunca imaginei que eu falhei.
Quero protagonizar esta linda cena;
Me ver dizendo ao Senhor: Valeu a Pena!!!
(Bruno Oliveira)
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Comida caseira, ter alguém que me espera,
Esperar pela noite, ansioso pelo reencontro,
Ansiar pelo novo, algo que o coração coopera.
Não só passar, mas viver de verdade a vida;
Escutar que em algum lugar deste mundo tem alguém que me ama;
Levar em consideração as batidas do meu coração,
Por mais que a razão diga “não” ou o mundo tente mudar minha canção.
Abraço de amigo, orgulho de um Pai,
Andar de mãos dadas, escutar elogios,
Ouvir os mais velhos, conselhos como gotas dos rios,
Receber uma massagem, aquela que dá arrepios.
Correr pela rua como um garoto qualquer,
Olhar para lua, pensar em alguém especial,
Ser especial para alguém, viver uma vida normal,
Fazer parte de uma história de amor, trocar presentes no natal.
Tocar violão, uma canção de amor entoar,
Ganhar um beijo ou mesmo então roubar,
Escutar histórias de uma vida,
Horas e horas sem me cansar.
Viver plenamente, uma vida abundante,
Acreditar no amor e por ele seguir avante,
Nunca desistir da vida, mesmo que esteja doendo muito aqui,
Viver cada dia como se fosse o último pra mim.
(Bruno Oliveira)
Tem coisas que não se pode falar...
Tem coisas que só é possível viver!
Tem coisas que você parece não perceber!
Que enquanto viver sempre há possibilidade de um recomeço;
Recomeçar... Tudo novamente, tudo novo...
Novos sonhos, novos projetos, uma nova vida.
Um retorno da sensação de como é bom viver.
Mesmo que o impossível se apresente com seus dentes a ranger;
Mesmo que as circunstâncias digam que tudo virá acompanhado do sofrer;
Mesmo que o sol se esconda e as trevas me amedrontem;
Mesmo que seu olhar eu não fite por medo...
Medo de descobrir que a luz que vejo neles é apenas o reflexo do sol que se vê nos meus.
Mas nenhum medo pode me impedir de acreditar,
Pois a força deste medo não se compara a força da minha esperança, dos meus sentimentos. É covardia... Duelo desigual.
Mesmo que tudo diga que “não” continuo acreditando no “sim” que virá;
Acompanhado de uma alegria contagiante, de sonhos em comum, de um “sim” a um desafio, de uma vida que não terá fim.
(Bruno Oliveira)
Por que o Senhor permite? Não vê o quanto dói? Estou a ponto de desistir. Sinto uma emboscada sendo preparada contra mim. Escuto dentes a ranger ao meu lado. Sinto a ponta de uma flecha penetrar em meu peito. Sinto... falta... sinto... medo... me sinto... só...
Não posso mais continuar. Não tenho forcas. O vigor da juventude se esvai em mim. Todos os meus medos me afrontam, me encaram, me amedrontam, riem de mim...
Deus, o teu silêncio é tão torturador. Nenhuma das minhas dores é maior do que a que sinto ao te ver silencioso... Como podes? Mas sei que podes... Sei que a mim não deve satisfação. Sei que tua vontade continua a ser soberana, apesar das minhas dores, apesar dos meus medos, apesar... de mim!!!
Apesar de mim!!! O Senhor sempre agiu assim: Apesar de mim. Ao teu povo sempre falou, apesar de mim. Os teus pequeninos sempre consolou, apesar de mim. O Senhor sempre me usou, apesar de mim, apesar de quem sou. Acho que aí está o segredo: O Senhor é o sujeito. O Senhor sempre é o foco. Quando isso acontece o mundo gira, apesar dos humanos, apesar da maldade, apesar da indiferença, apesar... da minha dor.
Pai, apesar dos meus medos, eu confio em Ti. Apesar das minhas dores, eu te louvo e agradeço. Apesar do teu silêncio... eu só tenho o Senhor! “Ainda que me mate, eu só tenho o Senhor!”
(Bruno Oliveira)
Quantos caminhos eu já trilhei... Por quantos labirintos já me perdi... Recordo-me de todos eles, de cada erro, de cada obstáculo, de cada encruzilhada, e em todos eles eu olhava ao lado e te encontrava.
Te encontrar... O encontro com o Senhor se dá nos lugares menos prováveis aos olhos humanos. Uma brisa suave é escolhida em detrimento a uma tempestade chamativa e trovões escandalosos. O Senhor prefere um coração contrito à uma casa em festa celebrando uma alegria qualquer. Aliás, onde existe um coração contrito tu estás. Este é o Monte Sinai contemporâneo, a habitação do Senhor.
Quanta sensibilidade, quanto amor, amor de Pai, Pai de amor. Esse amor impulsiona ao coração sofrido, à uma lágrima no olhar; à olhos que choram ao enxergar; enxergar o que o coração não quer acreditar.
Dor... Angústia... Desilusão... Sofrimento... O sofrer faz parte da vida. O difícil é convencer o coração deste postulado. Coração cansado, exausto, triste, calejado pela emboscada dos problemas. Entretanto o mais difícil é quando tudo isso é atrelado ao teu silêncio. Pai, quando o tempo passa e Tu permaneces em silêncio... Dá vontade de chorar, de gritar, de fugir, de correr, de me esconder no irreal.
Mas eu sei que Tu estás. Na angústia que reside em meu coração eu sei que Tu estás. Por mais que meus olhos não vejam, Pai, eu sei que Tu estás. No teu “Monte Sinai” Tu estás. E não importa o que as pessoas venham dizer, não importa o que a dor quer me forçar a acreditar, pois sou teu filho e sei meu Pai, que Tu estás. Assim como esteve em todos os meus caminhos, como me guiou pelos labirintos da vida, "na transparência da luz que brilha; o brilho que sai da pupila dos meus olhos, se emocionam simplesmente na representação de uma lágrima, que traduz a semântica do desejo, da emoção e da vida, de ser teu filho, Pai."
Bruno Oliveira (Teu filho)
